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Principais museus do mundo utilizam patrocínio privado para manter estrutura e expandir acervo; veja lista



O Museu Nacional, na Zona Norte do Rio, foi destruído por um incêndio na noite deste domingo (2) e perdeu parte de seu acervo com 20 milhões de itens.


A instituição havia completado 200 anos em junho. Segundo o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, as principais hipóteses para o incêncio são curto-circuito e queda de balão. Falta de água e problemas com hidrantes atrapalharam o Corpo de Bombeiros.


Além disso, o Museu Nacional estava em situação irregular junto aos bombeiros e sofria com falta de recursos. Fora do Brasil, parcerias público-privadas e patrocínio de entidades e empresas são comuns para manter a conservação de museus.


Em nota nesta segunda-feira, o Palácio do Planalto divulgou que quer criar uma rede apoio com entidades financeiras, empresas públicas e privadas para reconstrução do museu “no tempo mais breve possível”.


Veja museus pelo mundo que recebem ajuda privada:




Museu do Louvre, França





Apoiadores de Macron se reúnem em frente ao Louvre (Foto: Christophe Ena/Pool/Reuters)


Por mais de dez anos, o Louvre estabelece parcerias com empresas e fundações. Elas contribuem anualmente para o desenvolvimento do museu. Em 2017, o museu comprou quatro novas obras para seu acervo com a ajuda de patrocínio privado.




The Metropolitan Museum of Art, EUA




O Museu Metropolitano de Arte, em Nova York, recebeu o apoio de empresas como de tecnologia para disponibilizar seu acervo online gratuitamente.





Tate Modern, Inglaterra




Apesar de ser um museu público, cerca de 70% de sua receita anual vem de fontes não-governamentais. O Tate Modern oferece pacotes de patrocínio para empresas e, em troca, dá benefícios para funcionários, familiares e clientes. Uma parceria com uma marca de carros possibilitou que o museu realizasse performances de dança e teatro ao vivo.




National Gallery, Inglaterra




Em 2017, uma seguradora se tornou o primeiro parceiro de arte contemporânea da National Gallery e patrocinou a exposição "Chris Ofili: Weaving Magic". O museu britânico também conta, desde 2008, com apoio de um banco para financiar seu programa educacional.




MoMa, EUA





MoMa, o Museu de Arte Moderna de Nova York (Foto: Alex Lopez /NY City and Co/Divulgação)


Patrocinado por uma marca de roupas, o Museu de Arte Moderna, em Nova York, costuma oferecer ao público entrada gratuita nas noites de sexta-feira.




Museu D'Orsay, França





Museu de Orsay, em Paris (Foto: Eric Feferberg / AFP)



O museu tem uma rede de empresas que fazem doações para projetos específicos ou quantias anuais. Todo patrocínio à instituição implica em redução de 60% do valor de imposto devido pelas empresas.




Fundação Joan Miró, Espanha




Dedicado ao escultor catalão Joan Miró, o museu é administrado por uma parceria público-priavda. Ele conta com 25% de investimento público.




Museum of the History of Polish Jews, Polônia




Localizado em Varsóvia, o museu promove a cultura dos judeus poloneses e a tolerância cultural e religiosa. É o primeiro de parceria público-privada na Polônia, criado em conjunto pelo governo federal, o governo local e uma organização não-governamental.




National September 11 Memorial & Museum, EUA




O museu em memória das vítimas do 11 de setembro, em Nova York, foi construído por meio de uma parceria entre o Estado de Nova York, a Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jersey e por uma empresa privada.

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